quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

No dia 17 de fevereiro fomos visitar a Nau quinhentista situada em Vila do Conde. Nos nao visitamos a Nau devido as condiçoes meteorologicas nao conseguimos visitar a Nau mas deixo aqui algumas coisas que nós aprendemos:

Em pleno século XV, o apogeu do comércio marítimo provoca um crescente movimento nos portos do reino, ao qual o porto de Vila do Conde não é excepção. Assim, neste contexto D. João II, por carta de 27 de Fevereiro de 1487, cria a Alfândega Régia de Vila do Conde.

O edifício da Alfândega Régia – Museu da Construção Naval fica situado na rua Cais da Alfândega, no coração da zona ribeirinha de Vila do Conde, onde, outrora, laboraram os estaleiros navais vilacondenses. Datado do final do século XV, o edifício sofreu, ao longo do século XVIII, sucessivas ampliações de modo a colmatar as necessidades ditadas pelo intenso tráfego comercial que então se fazia sentir.

A exposição permanente patente ao público, assume três vertentes que traduzem a função do Museu: a Navegação Portuguesa, nomeadamente aquela que tem origem e destino em Vila do Conde, a história da Alfândega Régia, seu funcionamento, oficiais e produtos desalfandegados, e, simultaneamente, a história da Construção Naval, tipos de barcos construídos em Vila do Conde, e respectivas técnicas e processos construtivos utilizados na Construção Naval de Madeira.


  • Réplica da nau quinhentista

No projecto de recuperação da Alfândega Régia e do Museu dedicado à tradição da Construção Naval em Vila do Conde, é um precioso complemento a construção da réplica de uma Nau. Para além de um importante elemento de atracção turística e lúdica, tem uma função pedagógica, pois, construída com o maior respeito pelas investigações científicas da responsabilidade do Almirante Rogério de Oliveira, incorpora o saber ancestral dos carpinteiros e calafates dos estaleiros vilacondenses.

No projecto de recuperação da Alfândega Régia e do Museu dedicado à tradição da Construção Naval em Vila do Conde, é um precioso complemento a construção da réplica de uma Nau. Para além de um importante elemento de atracção turística e lúdica, tem uma função pedagógica, pois, construída com o maior respeito pelas investigações científicas da responsabilidade do Almirante Rogério de Oliveira, incorpora o saber ancestral dos carpinteiros e calafates dos estaleiros vilacondenses.

A nau portuguesa do século XVI era um navio redondo, de alto bordo, com uma relação de 3:1 entre o comprimento e a largura máxima, três ou quatro cobertas, castelos de popa e de proa, com três e dois pavimentos, respectivamente, cuja arquitectura se integra perfeitamente no casco; arvorava três mastros, o grande e o traquete com pano redondo, e o da mezena com pano latino.

A nau, assim concebida, satisfazia uma maior necessidade de capacidade de carga do que a conhecida até então nas navegações portuguesas. As viagens para a Índia eram tão longas, que forçavam os navios ao transporte de grande quantidade de alimentos sólidos e líquidos para o sustento da tripulação, tanto mais que a rota impunha longos períodos de navegação sem se ver a costa ou quaisquer pontos de apoio. Acrescia o factor comercial: o comércio das especiarias implicava o transporte de uma carga valiosa, mas volumosa, que requeria espaços adequados para o seu acondicionamento. A tudo respondia a nau, com o seu casco bojudo, e ampla capacidade de acomodação.

A fim de mostrar a complexidade da organização das viagens, a Nau apresentará os camarotes do piloto e do cartógrafo, material cartográfico, instrumentos e técnicas de navegação, cozinha e despensa, procurando elucidar sobre a complexidade e as vicissitudes da vida a bordo.
  • Casa do Barco

Num espaço de arquitectura contemporânea, no local dos antigos estaleiros de construção naval de madeira, pode assistir-se ao encontro da tradição e da modernidade.

Marcando a importância das pescas e de outras actividades de vocação marítima, encontramos uma réplica de uma embarcação de pesca tradicional - o gasoleiro - mote central da exposição, onde, para além de podermos contactar com as tradições inerentes às comunidades marítimas, aprestos e alfaias do quotidiano, observamos, simultaneamente, diversos modelos de embarcações, com destaque para um importante acervo fotográfico, documentando as diferentes actividades económicas relacionadas com o mar.

Porém, à imagem do glorioso passado marítimo de Vila do Conde, surgem, presentemente, embarcações construídas segundo a mais recente tecnologia de pont, amplamente utilizada nos diferentes desportos aquáticos de alta competição, produto da já famosa empresa Vilacondense, de renome internacional – Nelo.

Passado, presente e futuro, aqui associados e assinalando a indelével gesta do povo vilacondense, certamente que poderão levar esta terra ao achamento de novo rumo à sua sempiterna glória. 

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